Recomeça...
Se puderes,
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
do futuro,
Dá-os em liberdade
Enquanto não alcances,
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
Miguel Torga
Sexta-feira, Dezembro 04, 2009
Quarta-feira, Novembro 11, 2009
Sábado, Outubro 03, 2009
Lua Cheia
A Film about us
A internet é um Mundo maravilhoso, não me canso de repetir isto.
Fascinante, mesmo.
E não me estou a referir à praga de facebooks, twitters, hi5 e afins acéfalos pró-show-off, que acabam por criar uma dependência irreconhecível nas almas mais carentes.
Falo antes, das mil e uma coisas surpreendentes que podemos absorver, os mil e um caminhos que podemos seguir para depois encontrar, inconsciente e involuntariamente pérolas, ainda por cima, feitas cá, em Portugal!
Janela abre janela, e o caminho foi este:
www.rtp.pt
http://camaraclara.rtp.pt/
www.lxfactory.com
http://www.who.pt/
http://www.who.pt/#/portfolio/Pedro_Lino___Ilustracao/
http://www.pedro-lino.com
Alguém se reconhece aqui?
Fascinante, mesmo.
E não me estou a referir à praga de facebooks, twitters, hi5 e afins acéfalos pró-show-off, que acabam por criar uma dependência irreconhecível nas almas mais carentes.
Falo antes, das mil e uma coisas surpreendentes que podemos absorver, os mil e um caminhos que podemos seguir para depois encontrar, inconsciente e involuntariamente pérolas, ainda por cima, feitas cá, em Portugal!
Janela abre janela, e o caminho foi este:
www.rtp.pt
http://camaraclara.rtp.pt/
www.lxfactory.com
http://www.who.pt/
http://www.who.pt/#/portfolio/Pedro_Lino___Ilustracao/
http://www.pedro-lino.com
Alguém se reconhece aqui?
Terça-feira, Setembro 29, 2009
Quarta-feira, Setembro 16, 2009
Hangover
A ressaca das férias nem teve tempo de ser ressaca,
foi mais do tipo, antes do ser, já o era, como a pescada.
Ritmo alucinante laboral: reorganização, reajuste, redistribuição, e nós sempre com o espírito positivo, a tentar pegar nas pontas do lençol, para impedirmos que a moral dos que ficaram fosse abaixo! Juntos venceremos, em equipa, chegaremos mais longe! Vamos resistir às intempéries como os nossos antepassados resistiram e marcaram a História de Portugal! Vamos construir uma história contínua, sem que seja apenas uma história printada em livros... vamos, vamos, vamos! Para uma direcção concreta, mas vamos...!
Vamos para algum lugar, mas vamos!
Numa direcção que saibamos, mas vamos!
Não interessa o destino, interessa sim saber que vamos! Quase sem respirar, sem ter tempo para pensar (e que bom não pensar!), sem ter tempo para preocupar, viver, assim, sôfregamente, sem ter tempo para ver o que temos, o que conquistamos e de repente...
... sentir que vivemos tão rapidamente e inconscientemente...
... que nem damos pela partida de quem mais gostamos.
"Nenhum vento sopra a favor, de quem não sabe para onde vai." Séneca
foi mais do tipo, antes do ser, já o era, como a pescada.
Ritmo alucinante laboral: reorganização, reajuste, redistribuição, e nós sempre com o espírito positivo, a tentar pegar nas pontas do lençol, para impedirmos que a moral dos que ficaram fosse abaixo! Juntos venceremos, em equipa, chegaremos mais longe! Vamos resistir às intempéries como os nossos antepassados resistiram e marcaram a História de Portugal! Vamos construir uma história contínua, sem que seja apenas uma história printada em livros... vamos, vamos, vamos! Para uma direcção concreta, mas vamos...!
Vamos para algum lugar, mas vamos!
Numa direcção que saibamos, mas vamos!
Não interessa o destino, interessa sim saber que vamos! Quase sem respirar, sem ter tempo para pensar (e que bom não pensar!), sem ter tempo para preocupar, viver, assim, sôfregamente, sem ter tempo para ver o que temos, o que conquistamos e de repente...
... sentir que vivemos tão rapidamente e inconscientemente...
... que nem damos pela partida de quem mais gostamos.
"Nenhum vento sopra a favor, de quem não sabe para onde vai." Séneca
Sexta-feira, Julho 31, 2009
Quarta-feira, Julho 08, 2009
Segunda-feira, Julho 06, 2009
Acordar sem ti
Penso que:
Não aguento mais.
Mas às tantas só penso, mergulhada num turbilhão de ideias: fugir daqui, fugir daqui para bem longe contigo, para um lugar seguro. Onde poderíamos ser felizes como somos
(nunca fui tão feliz, obrigada mais uma vez por existires, por teres aparecido na minha vida)
mas longe daqui,
da civilização stressante que nos consome em carne viva,
do ruído ensurdecedor que não quero ouvir e insiste em furar-me os tímpanos,
do ar irrespirável que nos mata em cada suspiro,
do mau-humor matinal que contagia os seres errantes que se deixam guiar por esta selva de betão.
E depois olho à minha volta,
"Menina, dê-me um dinheirinho para comer uma sandes, porque fui atropelado e não tenho seguro nem dinheiro para comer..."
Coração aperta (ainda), afinal posso dar,
"Peço-lhe uma sandes aqui e pago-lhe, quer?"
"Oh menina, eu só como sandes e bolos o dia todo, eu queria era mesmo um prato, a sério que não preciso de dinheiro para a droga... mas dê-me dinheiro..."
Num Hospital, também olho à minha volta:
Uma velhota chora e o coração volta a apertar: tenho a certeza que não é fácil aceitar o fim.
(Eu própria ainda não aceitei o teu fim... que partiste, Isidora)
Dedico-me de corpo e alma como sempre me dediquei.
Não me imagino em lugar nenhum sem ser assim.
E depois, ver que não chega, mesmo assim.
Que não chega.
Chega.
Não aguento mais.
Mas às tantas só penso, mergulhada num turbilhão de ideias: fugir daqui, fugir daqui para bem longe contigo, para um lugar seguro. Onde poderíamos ser felizes como somos
(nunca fui tão feliz, obrigada mais uma vez por existires, por teres aparecido na minha vida)
mas longe daqui,
da civilização stressante que nos consome em carne viva,
do ruído ensurdecedor que não quero ouvir e insiste em furar-me os tímpanos,
do ar irrespirável que nos mata em cada suspiro,
do mau-humor matinal que contagia os seres errantes que se deixam guiar por esta selva de betão.
E depois olho à minha volta,
"Menina, dê-me um dinheirinho para comer uma sandes, porque fui atropelado e não tenho seguro nem dinheiro para comer..."
Coração aperta (ainda), afinal posso dar,
"Peço-lhe uma sandes aqui e pago-lhe, quer?"
"Oh menina, eu só como sandes e bolos o dia todo, eu queria era mesmo um prato, a sério que não preciso de dinheiro para a droga... mas dê-me dinheiro..."
Num Hospital, também olho à minha volta:
Uma velhota chora e o coração volta a apertar: tenho a certeza que não é fácil aceitar o fim.
(Eu própria ainda não aceitei o teu fim... que partiste, Isidora)
Dedico-me de corpo e alma como sempre me dediquei.
Não me imagino em lugar nenhum sem ser assim.
E depois, ver que não chega, mesmo assim.
Que não chega.
Chega.
Sexta-feira, Junho 05, 2009
Terça-feira, Maio 26, 2009
Take me far
Às tantas olho para mim e vejo o que há muito tempo não via.
E ainda mais forte, como se fosse pela primeira vez.
Vejo que...
... o coração palpita incessantemente, como se receasse parar no minuto seguinte.
... há um brilho nos meus olhos que se reflecte nas pessoas que me vêem.
... já não preciso de 8 horas de sono inteiras para revitalizar o corpo e a mente.
... os músculos faciais dão sinal de vida, porque já não estavam habituados a tanta felicidade.
Tanta cumplicidade não podia deixar de ser vivida e partilhada.
Obrigada por existires.
E ainda mais forte, como se fosse pela primeira vez.
Vejo que...
... o coração palpita incessantemente, como se receasse parar no minuto seguinte.
... há um brilho nos meus olhos que se reflecte nas pessoas que me vêem.
... já não preciso de 8 horas de sono inteiras para revitalizar o corpo e a mente.
... os músculos faciais dão sinal de vida, porque já não estavam habituados a tanta felicidade.
Tanta cumplicidade não podia deixar de ser vivida e partilhada.
Obrigada por existires.
Segunda-feira, Maio 18, 2009
Volver
O tempo é um cavalo.
Suspiramos quando olhamos para trás e damos conta do que já passou e não volta, do que já vivemos tão depressa e tão intensamente e que queremos viver mais!...
Quero muito que o tempo seja um cavalo veloz, para que possa parar quando chegares.
Suspiramos quando olhamos para trás e damos conta do que já passou e não volta, do que já vivemos tão depressa e tão intensamente e que queremos viver mais!...
Quero muito que o tempo seja um cavalo veloz, para que possa parar quando chegares.
Segunda-feira, Maio 11, 2009
Domingo, Maio 10, 2009
A melhor notícia que ouvi nos últimos tempos

"Endesa vai voltar ao mercado de electricidade em Portugal"
Finalmente as luzinhas de Natal que uso durante o ano inteiro, a água aquecida a electricidade, as luzes de espelho de toucador, a Televisão e DVD, o rádio matinal e as luzes de candeeiro espalhadas pela casa, vão deixar de me sugar parte do ordenado!!!!
Não suporto Monopólios.
Praga Séc. XXI
Por que é que cada vez que abre um novo centro comercial em Portugal, é sempre o MAIOR da Europa? Pffffffffffffff................
Terça-feira, Abril 14, 2009
Domingo, Abril 05, 2009
O Pancadas
10h da manhã, com ressaca, mas tinha prometido um passeio no nosso famoso monumento lisboeta Aqueduto das Águas Livres:
O Aqueduto das Águas Livres é um complexo sistema de captação, adução e distribuição de água à cidade de Lisboa, em Portugal, e que tem como obra mais emblemática a grandiosa arcaria em cantaria que se ergue sobre o vale de Alcântara, um dos bilhetes postais de Lisboa.
O Aqueduto foi construído durante o reinado de D. João V (1748), com origem na nascente das Águas Livres, em Belas, e foi sendo progressivamente reforçado e ampliado ao longo do século XIX. Resistiu incólume ao Terramoto de 1755.
Foi aqui que ouvi falar do Pancadas.
Eu bem me parecia que já tinha lido nos livros de "Uma Aventura" que houve um homem no passado histórico que assassinava pessoas no aqueduto. Daí a saber que ficou conhecido como "Pancadas" havia uma distância superior ao comprimento do aqueduto (+ ou menos 58 kms).
Como a visita não foi guiada, googlei como milhares de navegadores da internet:
Resultado óbvio:
Wiki,
wiki wiki wiki
Wiki,
wiki wiki wiki
Pédia
(não sei porquê mas lembrei-me do ritmo de Buraca Som Sistema, deve ter sido da noite de Jamaica de ontem)
Wegue,
wegue wegue wegue
Wegue,
wegue wegue wegue
Wikipédia:
"O caminho público por cima do aqueduto, esteve fechado desde 1853, em parte devido aos crimes praticados por Diogo Alves (o Pancadas), um criminoso que lançava as suas vítimas do alto dos arcos depois de as roubar, simulando um suicídio, e que foi o último decapitado da História de Portugal.
Diogo Alves, espanhol nascido em Santa Gertrudes, bispado de Lugo. Veio viver para Lisboa ainda novo, tendo ficado conhecido como o assassino do Aqueduto das Águas Livres já que de 1836 a 1839 perpetrou nesse local vários crimes hediondos, muitos deles (pensa-se) instigado pela sua companheira Gertrudes Maria, de alcunha "a Parreirinha". Foi por fim apanhado pelas autoridades em 1840, na sequência do assassinato de da família de um médico cuja casa assaltara e, por isso, sentenciado à forca.
A história de Diogo Alves, cuja sentença de morte foi aplicada a 19 de Fevereiro em 1841, intrigou os cientistas da então Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa. Estes, após o enforcamento do homicida, na tentativa de compreender a origem da sua perfídia, deceparam e estudaram a cabeça de Diogo Alves. Esta encontra-se, ainda hoje, conservada num recipiente de vidro, onde uma solução de formol lhe tem perpetuado a imagem de homem com ar tranquilo - bem contrária ao que realmente foi. Os cientistas nunca terão conseguido explicar o que o levou a adquirir uma chave falsa do Aqueduto das Águas Livres, onde se escondia, para assaltar as pessoas que passavam, atirando-as de seguida do aqueduto, com 65m de altura. Na altura, chegou a pensar-se numa onda de suicídios inexplicáveis, e foram precisas muitas mortes - só numa família registaram-se quatro vítimas - para que se descobrisse que era tudo obra de um criminoso: Diogo Alves."
Homem com ar tranquilo?
Conclusão nº1:
Por trás de um rosto tranquilo, estão sempre grandes pancadas.
O Aqueduto das Águas Livres é um complexo sistema de captação, adução e distribuição de água à cidade de Lisboa, em Portugal, e que tem como obra mais emblemática a grandiosa arcaria em cantaria que se ergue sobre o vale de Alcântara, um dos bilhetes postais de Lisboa.
O Aqueduto foi construído durante o reinado de D. João V (1748), com origem na nascente das Águas Livres, em Belas, e foi sendo progressivamente reforçado e ampliado ao longo do século XIX. Resistiu incólume ao Terramoto de 1755.
Foi aqui que ouvi falar do Pancadas.
Eu bem me parecia que já tinha lido nos livros de "Uma Aventura" que houve um homem no passado histórico que assassinava pessoas no aqueduto. Daí a saber que ficou conhecido como "Pancadas" havia uma distância superior ao comprimento do aqueduto (+ ou menos 58 kms).
Como a visita não foi guiada, googlei como milhares de navegadores da internet:
Resultado óbvio:
Wiki,
wiki wiki wiki
Wiki,
wiki wiki wiki
Pédia
(não sei porquê mas lembrei-me do ritmo de Buraca Som Sistema, deve ter sido da noite de Jamaica de ontem)
Wegue,
wegue wegue wegue
Wegue,
wegue wegue wegue
Wikipédia:
"O caminho público por cima do aqueduto, esteve fechado desde 1853, em parte devido aos crimes praticados por Diogo Alves (o Pancadas), um criminoso que lançava as suas vítimas do alto dos arcos depois de as roubar, simulando um suicídio, e que foi o último decapitado da História de Portugal.
Diogo Alves, espanhol nascido em Santa Gertrudes, bispado de Lugo. Veio viver para Lisboa ainda novo, tendo ficado conhecido como o assassino do Aqueduto das Águas Livres já que de 1836 a 1839 perpetrou nesse local vários crimes hediondos, muitos deles (pensa-se) instigado pela sua companheira Gertrudes Maria, de alcunha "a Parreirinha". Foi por fim apanhado pelas autoridades em 1840, na sequência do assassinato de da família de um médico cuja casa assaltara e, por isso, sentenciado à forca.
A história de Diogo Alves, cuja sentença de morte foi aplicada a 19 de Fevereiro em 1841, intrigou os cientistas da então Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa. Estes, após o enforcamento do homicida, na tentativa de compreender a origem da sua perfídia, deceparam e estudaram a cabeça de Diogo Alves. Esta encontra-se, ainda hoje, conservada num recipiente de vidro, onde uma solução de formol lhe tem perpetuado a imagem de homem com ar tranquilo - bem contrária ao que realmente foi. Os cientistas nunca terão conseguido explicar o que o levou a adquirir uma chave falsa do Aqueduto das Águas Livres, onde se escondia, para assaltar as pessoas que passavam, atirando-as de seguida do aqueduto, com 65m de altura. Na altura, chegou a pensar-se numa onda de suicídios inexplicáveis, e foram precisas muitas mortes - só numa família registaram-se quatro vítimas - para que se descobrisse que era tudo obra de um criminoso: Diogo Alves."
Homem com ar tranquilo?
Conclusão nº1:
Por trás de um rosto tranquilo, estão sempre grandes pancadas.
Terça-feira, Março 31, 2009
O Sofá

Há dois meses que não vinha aqui.
Estava com medo de encontrar o sofá vazio e de não conseguir enfrentá-lo.
Estava com medo de encontrar o sofá vazio e de não conseguir enfrentá-lo.
(Incrível como um objecto pode causar-nos tanto medo.)
Mas vim.
O Snoopy ladra estridantemente como se não me visse há anos.
A minha avó abraça-me com aquele brilho nos olhos e aquela esperança de um dia me ver chegar acompanhada... diz-me sempre que me vê,
Olha que quem muito escolhe pouco acerta!
Daqui a nada estás passada e ninguém te pega!
Agora que a Tia Isidora se foi embora, sabes que eu não estarei cá muito tempo. Gostava tanto de ver-te feliz...
E eu não consigo ficar chateada.
Muito menos pressionada.
Queria tanto dar-te essa felicidade avó, acredita, mas não é assim. Não se vira a esquina e se esbarra contra o amor da nossa vida, como nos filmes. Cada vez existe menos aquele amor que nos tira o fôlego, que parece que nos mata de dor, que parece que nos eleva ao céu...Já ninguém morre de amor, muito menos vive de amor! Já ninguém se esforça, muito menos luta!
E entretanto entro, com a respiração acelerada.
Vejo um perfil de cabelo branco e de repente penso,
Afinal era um sonho mau, estás aqui. O sofá não está vazio.
- Quem é esta menina, Sanita?
(diminutivo de São e não objecto de dejectos)
- É a minha neta, não te lembras?
- Olá Otília, como está?? Sou a neta, a Cláudia...
- Ahhhh já não te via há tanto tempo....
e irrompe num choro porque a memória já lhe falha.
O envelhecimento constrange-me tanto,
ainda ontem, a D. Otília, amiga da minha avó,
tratava tudo da casa, sempre arranjadinha, sempre arrumadinha, super metódica, dava de comer às netas, ao marido, aos cães, aos pintos, ia à horta, colhia laranjas, apanhava alfarrobas e amêndoas...
e agora a D. Otília, lá porque tem mais cabelos brancos,
já mal se lava, não faz comida, a casa parece um caixote de lixo, não fala às netas, não as reconhece sequer, não tem marido, não sabe o que fala, come e a seguir diz que tem fome porque se esquece que comeu, diz que não lhe deram comida.
Eu olho para a minha mãe e com os olhos pergunto,
"-Mãe... para onde vão as pessoas quando chega ao fim?"
Sentamo-nos à mesa, a resposta não é o mais importante agora.
Olho para o sofá.
Está vazio.
Tu não estás cá.
E percebo,
que não interessa o tempo que passa.
Porque eu continuo a não aceitar a tua partida.
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